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Acará Bandeira e Kinguio podem viver juntos?

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Manter Kinguios e Acarás Bandeira no mesmo aquário pode parecer uma ideia tentadora e plausível, mas na grande maioria dos casos, é uma receita para o desastre. Apesar de haver histórias de sucesso ocasionais, a realidade é que misturar essas duas espécies pode levar a agressões, estresse constante e, consequentemente, comprometer a saúde de ambos os peixes. Eis o porquê:

Temperamento

Embora tanto os escalares como os Kinguios sejam frequentemente considerados peixes de aquário pacíficos, podem demonstrar comportamentos agressivos em determinadas condições. 

Os Acará Bandeira, apesar da sua reputação geralmente pacífica, podem facilmente tornar-se territoriais, especialmente quando atingem a maturidade. Podem mordiscar as nadadeiras dos Kinguios, causando danos físicos e estresse constante. 

Os Kinguios, embora sejam peixes dóceis, também podem apresentar um comportamento territorial, sobretudo durante a alimentação, devido ao seu apetite voraz. Causando, estresse ao Acará Bandeira que, por sua vez, poderá levar a comportamentos territoriais.

Na minha opinião, o risco de confrontos entre ambos os peixes é demasiado alto, com uma grande probabilidade de necessitar de separá-los em aquários distintos.

Temperatura e parâmetros da água

O Acará Bandeira e o Kinguio têm necessidades distintas no que diz respeito à temperatura e à química da água. Os Acarás Bandeira são peixes tropicais, cujas condições ideais de temperatura sempre serão sempre demasiado quentes para os Kinguios. Estar em água muito fria abranda o metabolismo do Acará Bandeira, tornando-os lentos e estressados, enfraquecendo seu sistema imunológico.

O Acará Bandeira prospera em águas tropicais com temperaturas mais quentes, entre os 24 °C e os 29 °C, enquanto o Kinguio prefere temperaturas mais frias, entre os 18 °C e os 22 °C. A tentativa de satisfazer estes requisitos contraditórios no mesmo aquário pode levar ao stress e deterioramento da saúde de ambas as espécies.

Além disso, o Acará Bandeira prefere água ligeiramente ácida, enquanto o Kinguio prospera em água com um nível de pH neutro.

Tamanho do aquário

O Kinguio atinge normalmente entre 20 cm e 30 cm de comprimento, dependendo da variedade, enquanto o Acará Bandeira pode medir entre 5 cm de comprimento e 15 cm de altura.

Embora o tamanho mínimo do aquário para ambas as espécies seja semelhante, uma vez que precisam de pelo menos 100 litros para viverem e se desenvolverem confortavelmente, os litros adicionais necessários por Kinguio aumentam consideravelmente, uma vez que produzem muitos resíduos e precisa de muito espaço para nadar livremente.

Para além disso, o Acará Bandeira prefere aquários plantados com muitos esconderijos para mitigar o comportamento territorial. Por outro lado, manter aquários plantados com Kinguios é muito difícil, uma vez que são omnívoros e tendem a comer plantas, bagunçando todo o aquário.

Portanto, ao pensar em manter Kinguios e Acarás Bandeira juntos, é crucial não só considerar o tamanho do aquário, mas também as necessidades individuais de cada espécie, tornando quase impossível manter condições ideais para ambos, assim como uma coabitação pacífica.

Alimentação

A dieta do Acará Bandeira é omnívora, embora seja mais provável que se alimentem de pequenos insectos, larvas, crustáceos e invertebrados. Embora a sua alimentação principal deva ser constituída por ração para ciclídeos, também beneficiam de alimentos vivos ou congelados, como artêmia ou larva vermelha.

Por outro lado, os Kinguios devem receber uma dieta de alta qualidade, enriquecida com frutas, legumes e proteínas. A nutrição adequada dos Kinguios é fundamental, juntamente com outros cuidados específicos, para evitar problemas como indigestão, obstipação ou obesidade.

Competição por comida

Devido às preferências alimentares semelhantes, pode originar uma competição feroz por comida num aquário partilhado, que conduz frequentemente à subnutrição, especialmente para o Kinguio, que pode ter dificuldade em competir com o Acará Bandeira, mais feroz durante a altura da alimentação. 

Este comportamento causando estresse constante em ambas as espécies, além de ser muito difícil controlar o que cada um come, visto que tentam avidamente consumir tudo o que lhes aparece à frente, complicando o processo de alimentação.

Considerações Finais

Em resumo, embora existam algumas histórias isoladas de sucesso, os riscos significativos de agressão, estresse e outros problemas tornam desaconselhável arriscar na junção dessas espécies. Em vez disso, é mais prudente fornecer a cada espécie seu próprio espaço adequado ou selecionar companheiros de aquário mais compatíveis para garantir o bem-estar de todos os habitantes do aquário.

Se, ainda assim, gostaria de juntar o seu Kinguio com outros peixes, consulte o artigo:

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